São 12 das 80 questões no exame de certificação (15 %), com mínimo de 50 % de acerto exigido nesse eixo, e o tópico permanece marcado na recertificação. É o conteúdo mais técnico da prova e o que mais se esquece em cinco anos de atividade.
A termo: compra e venda com liquidação em data futura a preço fixado hoje; na B3, o termo de ações exige cobertura ou margem e admite liquidação antecipada por iniciativa do comprador.
Futuro: contrato padronizado, negociado em bolsa, com ajuste diário de perdas e ganhos e margem de garantia depositada na câmara. Principais contratos: índice Ibovespa (IND e WIN), dólar (DOL e WDO), DI de um dia (DI1), boi, milho, café e soja.
Opções: o titular paga prêmio e adquire direito; o lançador recebe prêmio e assume obrigação, com depósito de margem quando descoberto. Call e put; estilo americano e europeu; dentro, no e fora do dinheiro; valor intrínseco e valor tempo. Estratégias clássicas: financiamento, ou venda coberta, trava de alta e trava de baixa.
Swap: troca de fluxos financeiros, tipicamente registrada em balcão organizado; a ponta ativa e a ponta passiva definem o resultado.
O hedger transfere risco, o especulador assume risco em busca de retorno e dá liquidez, o arbitrador explora distorções de preço entre mercados. Sem especulador não há contraparte para o hedger.
A câmara da B3 atua como contraparte central garantidora, exige margem, chama margem adicional e executa a posição do inadimplente. O ajuste diário do mercado futuro é liquidado financeiramente em D+1.
Operações comuns em bolsa: 15 % sobre o ganho líquido mensal, com retenção na fonte de 0,005 %; day trade: 20 %, com retenção de 1 % sobre o rendimento. O recolhimento é feito pelo próprio investidor por DARF até o último dia útil do mês seguinte. Não há isenção de R$ 20 mil para derivativos.
1. Derivativo é um instrumento cujo valor:
O contrato não tem valor próprio: ele reflete ações, índices, moedas, juros ou commodities. A câmara da B3 garante a liquidação e exige margem, mas não fixa o preço do contrato.
2. São mercados derivativos clássicos:
Os quatro mercados diferem pela padronização, pelo ajuste diário e pela natureza do direito ou da obrigação criada, e cada um exige tratamento distinto de garantias.
3. O hedger utiliza derivativos para:
A proteção neutraliza total ou parcialmente a exposição existente, ao custo de abrir mão do ganho no cenário favorável. Quem busca retorno assumindo risco é o especulador.
4. O especulador cumpre qual função econômica no mercado de derivativos?
Sem contraparte disposta a assumir risco, o hedger não conseguiria se proteger. A garantia da liquidação é função da câmara da B3, e o preço se forma no livro de ofertas.
5. O arbitrador atua:
A arbitragem tende a eliminar as próprias distorções que explora, o que contribui para a convergência de preços entre o mercado a vista e o futuro.
6. No contrato a termo, as partes acordam:
A liquidação diferida sem ajuste diário é o que distingue o termo do futuro; direito mediante prêmio caracteriza a opção e troca de fluxos, o swap.
7. No termo de ações da B3, o comprador pode:
A antecipação é faculdade do comprador e não altera o valor devido ao vendedor, que continua a receber o preço contratado no vencimento original.
8. A garantia exigida do comprador a termo pode ser:
A câmara da B3 calcula a exigência conforme o risco da posição e aceita ativos elegíveis como margem, sem qualquer dispensa por enquadramento do investidor.
9. Uma ação vale R$ 40,00 a vista e o termo de 60 dias sai a R$ 41,20. Qual a taxa do período?
A diferença de R$ 1,20 sobre R$ 40,00 corresponde a 3 % no período de 60 dias, taxa que remunera quem financia a operação de caixa com termo.
10. O contrato futuro difere do termo principalmente por:
A padronização permite negociar em bolsa com contraparte central, e o ajuste diário liquida o resultado a cada pregão, reduzindo o acúmulo de risco de crédito.
11. O ajuste diário no mercado futuro consiste em:
A liquidação diária impede que perdas se acumulem até o vencimento e é o que torna viável a garantia prestada pela câmara da B3; ela é liquidada financeiramente em D+1.
12. O ajuste diário do mercado futuro é liquidado em:
O crédito ou débito ocorre no dia útil seguinte ao pregão, ao passo que o mercado a vista de ações liquida em dois dias úteis pela mesma câmara.
13. A margem de garantia no mercado futuro serve para:
A câmara da B3 calcula a margem pelo risco da posição e pode exigir reforço quando a exposição cresce; ajuste diário é liquidação de resultado, e não garantia.
14. Principais contratos futuros negociados na B3 incluem:
Índice, moeda e juros formam o núcleo do mercado futuro brasileiro, ao lado de commodities agropecuárias como boi, milho, café e soja.
15. O contrato mini de índice, conhecido como WIN, caracteriza-se por:
Os minicontratos foram criados para dar acesso ao investidor pessoa física, com exigência de margem proporcionalmente menor, mantendo a mesma mecânica de ajuste diário.
16. Um investidor comprou 2 contratos futuros de índice a 130.000 pontos e o ajuste do dia saiu a 130.500. Com ponto a R$ 1,00, qual o ajuste?
A alta de 500 pontos favorece a posição comprada e multiplica-se pelos 2 contratos e pelo valor do ponto, resultando em crédito de R$ 1.000,00 na conta do investidor.
17. Um investidor vendeu 3 minicontratos de dólar a 5.200 e o ajuste saiu a 5.230. Com R$ 10,00 por ponto no mini, qual o resultado?
A alta de 30 pontos prejudica quem está vendido: 30 pontos vezes R$ 10,00 vezes 3 contratos resultam em débito de R$ 900,00 no ajuste diário.
18. O contrato futuro de DI de um dia permite:
O DI futuro é o instrumento pelo qual o mercado forma a curva de juros brasileira, e sua cotação em taxa é a referência para precificar prefixados e derivativos de juros.
19. O titular de uma opção de compra adquire:
O titular paga prêmio e adquire direito, com perda limitada a esse valor; quem assume obrigação e deposita margem quando descoberto é o lançador.
20. O lançador de uma opção:
A obrigação de entregar ou receber o ativo no exercício explica por que a câmara da B3 exige margem do lançador descoberto, cuja perda potencial não tem limite definido.
21. A opção de venda, ou put, dá ao titular:
A put funciona como um seguro para quem detém o ativo, limitando a perda ao preço de exercício em troca do prêmio pago. Quem recebe prêmio é o lançador.
22. Uma opção de estilo europeu pode ser exercida:
A restrição temporal é a única diferença em relação ao estilo americano, que admite exercício a qualquer momento até o vencimento, e afeta o valor do prêmio.
23. Uma call está dentro do dinheiro quando:
Nessa situação a opção tem valor intrínseco positivo, e o exercício faz sentido econômico; numa put, a lógica se inverte e o dinheiro está no preço do ativo abaixo do exercício.
24. O prêmio de uma opção é composto por:
O valor intrínseco mede o ganho imediato do exercício, e o valor tempo remunera a possibilidade de o cenário melhorar até o vencimento, decaindo à medida que o prazo se encurta.
25. O valor tempo de uma opção tende a:
A perda de valor tempo acelera nas semanas finais, fenômeno que penaliza o titular e favorece o lançador, e é medida pela grega conhecida como theta.
26. Aumento da volatilidade do ativo, mantidos os demais fatores, tende a:
Maior dispersão esperada aumenta a chance de a opção terminar dentro do dinheiro, o que encarece tanto calls quanto puts — efeito medido pela grega vega.
27. Um investidor comprou uma call com exercício a R$ 30,00 pagando prêmio de R$ 2,00. A ação foi a R$ 35,00. Qual o resultado por ação?
O ganho no exercício é a diferença de R$ 5,00 entre o preço da ação e o de exercício, do qual se deduz o prêmio de R$ 2,00 pago na entrada.
28. O mesmo investidor, se a ação terminar a R$ 28,00, terá qual resultado?
A opção vira pó porque o exercício a R$ 30,00 seria pior que comprar a mercado, e a perda máxima do titular é sempre o prêmio desembolsado.
29. Um lançador coberto vendeu call de exercício R$ 50,00 recebendo prêmio de R$ 3,00, com ação comprada a R$ 47,00. Qual o ganho máximo?
Se a ação for exercida a R$ 50,00, o ganho soma R$ 3,00 de valorização com R$ 3,00 de prêmio, e a alta além disso deixa de beneficiar o lançador.
30. A operação de financiamento com opções consiste em:
O prêmio recebido funciona como remuneração da posição, ao custo de limitar o ganho ao preço de exercício. É a estratégia mais difundida entre investidores pessoa física no Brasil.
31. A trava de alta com calls é montada:
O prêmio recebido na ponta vendida reduz o custo da operação e, em contrapartida, limita o ganho à diferença entre os exercícios menos o custo líquido.
32. A trava de baixa com puts é montada:
A estrutura ganha com a queda até o exercício da ponta vendida, e tanto o ganho quanto a perda ficam limitados, o que reduz a exigência de garantias.
33. A compra de put por quem detém a ação funciona como:
O piso de preço criado pela put protege a posição sem obrigar à venda do ativo, e o prêmio é o custo dessa proteção — analogia direta com uma apólice de seguro.
34. O lançamento de opções a descoberto exige:
Como a obrigação não está coberta pelo ativo, a câmara da B3 exige garantias proporcionais ao risco e pode chamar margem adicional quando a exposição aumenta.
35. O swap consiste na:
A operação define ponta ativa e ponta passiva, geralmente atreladas a indexadores distintos, e costuma ser registrada em sistema de balcão organizado.